21/02/09
Sensation
Ao fim de três anos, a Sensation chegou a Portugal e eu não posso ir porque sou demasiado novo.
Ó sorte, porque me abandonaste?
Se quiserem saber mais, http://www.sensation-white.com/?setLang=en-GB.
(Este post foi um desabafo, devido ao facto de eu não puder ir.)
20/02/09
Cores.
Esta está neste post, pois foi ela que me inspirou para o escrever. Aconselho por isso a que a deixem a reproduzir enquanto lêem.
O mais provável é que aquilo que eu vou escrever a seguir seja uma montanha de barbaridades, que não façam qualquer sentido se forem vistas a partir de um prisma científico, mas de qualquer forma fica a ideia.
O pensamento em si foi: ''Os nossos olhos apenas conseguem captar uma pequena parte do espectro electromagnético, pois é a radiação que chega em maior quantidade à superfície terrestre, mas e se conseguíssemos ver todas as cores?''
A novel lógico, acho que tem fundamento – se aquela pequena parcela do espectro que nós vemos nos apresenta uma infinidade de cores, quantas existiriam no espectro completo? Além de que a verdade é que existem animais que conseguem ''ver'' outras radiações, nomeadamente as cobras, como os infravermelhos. O ser humano tentou copiar esta habilidade, e actualmente existem aparelhos que nos permitem ''ver infravermelhos'', mas para isto ser possível, continuamos a utilizar as cores nossas conhecidas.
Penso que o mundo seria muito diferente se possuíssemos essa habilidade, pois as cores não se manteriam estáticas: se um corpo estivesse mais quente, as cores deles mudariam; se se estivesse num local com pouco ozono estratosférico, as cores seriam influenciadas pelos ultra-violetas; até poderíamos ver directamente as microondas a ter efeitos nos alimentos. A vida seria muito mais fácil para os que utilizam asa deltas e parapentes, porque conseguiriam ver os poços de ar quente que os elevariam, e encontrar um local fresco num dia de verão seria só olhar em volta. Alem de que para evitar locais com uma quantidade elevada de radiações nocivas era só olhar para o ar e ver se elas vinham lá. E para juntar a tudo isso, podia ver-se literalmente quando uma pessoa estava com febre, por exemplo.
No entanto nem tudo seriam rosas. O mundo estaria muito mais poluído visualmente, pois está cheio de ondas rádio e de TV, que são utilizadas nas comunicações. No entanto, se os sensores de diferentes espectros fossem órgãos específicos, então poderíamos limitar-nos a ''fechar os olhos'' a isto, alem de que provavelmente as comunicações teriam evoluído de outra maneira.
Por outro lado, o espaço, que com as nossas capacidades já é deslumbrante, provavelmente ficaria ainda mais belo. As estrelas mais quentes seriam ainda mais brilhantes, os pulsares seriam claramente visíveis, etc. e talvez até os buracos negros ficassem visíveis, pois seriam mais notórios os efeitos deles sobre a matéria que os rodeia.
Mas a maior vantagem que poderíamos obter disto, era que dava para ver quando davamos os calores a alguém xD
19/02/09
Dentes.
Passo 1: Escolher a escova. Este é um momento tenso e propenso a muitas duvidas. A escova tem que ser adequada, pois cada boca é diferente. Não se pode usar uma escova muito dura se a pessoa tiver gengivas mimosas, mas uma muito mole também não vai ter um desempenho tão bom. No entanto, os problemas de dureza podem ser facilmente corrigidos ajustando o vigor com que se faz os movimentos de pulso.
Concluindo, a escolha da escova é importante e só com experiência se consegue chegar ao supermercado e dizer imediatamente ''é aquela'', pois há muitos factores que variam de pessoa para pessoa.
Passo 2: A escolha da pasta. Quase tão importante como a escova é a pasta. As pastas de dentes existem sob diversas formas e para diversos tipos de dentes, umas servem para branquear os dentes, outras servem para os tornar mais fortes, outras ainda para lhes tirar a sensibilidade, etc; a lista é interminável. Tal como nas escovas, apenas com experiência se consegue encontrar a pasta que melhor se nos adapta. Mais uma vez os gostos variam, alguns gostam delas simples, outros às cores; uns apreciam uma que lhes dê muita espuma, outros preferem uma que lhes dê menos. Como tal, tem que se experimentar por diversas vezes até se ter a certeza do que se quer.
Passo 3: Por a pasta na escova. Este é provavelmente o passo mais fácil. Basicamente, tira-se a tampa à pasta, agarra-se a escova numa posição próxima da boca da pasta, e faz-se pressão até esta sair. A quantidade é importante. Se se tirar demasiada vai originar muita espuma e há o risco de uma pessoa se engasgar com aquilo, no entanto, se não for suficiente, vai causar atritos entre a escova e a gengiva e pode levar a dor e a algum sangramento.
Passo 4: Movimentar a escova dentro da boca. Os dentistas aconselham movimentos vigorosos, e como cuidado de percorrer todos os dentes, por todos os lados possíveis. Na minha opinião, e como já disse anteriormente, deve-se ajustar o vigor à rigidez da escova e à sensibilidade da pessoa. De qualquer forma, numa coisa os especialistas têm razão, os dentes têm que ser lavados por todos os lado e com eficiência. Vou passar a explicar como se deve processar cada uma das fazes:
4.1: Pela frente: Pela frente é muito importante, pois é pela frente (leia-se sorriso) que causamos uma primeira impressão. Essa impressão pode ser melhor ou pior, tendo muito a ver com o aspecto. Por isso, ter dentes brancos é muito importante. Pela frente dá algum trabalho, pois tem que se adoptar muitas posições (com a escova) para se ter um bom desempenho. No entanto, o trabalho acaba por compensar visto que, se for bem feito, os resultados são muito satisfatórios, se bem que possa ter que se esperar algum tempo e ter-se bastante trabalho até estes se mostrarem. Resumindo e concluindo: pela frente é bom e importante, embora dê trabalho.
4.2 Por cima: Por cima não tem muito que se lhe diga; basicamente consiste sempre dos mesmos movimento: prá frente, pra trás, p'rá frente, p'pra trás. No entanto, e embora seja enfadonho, o esfreganço por cima não deve ser descurado, pois o aparecimento e alargamento de buracos pode ser critico neste sitio, pois a parte de cima vai estar muitas vezes em contacto com a comida, e como os buracos são sensíveis, deixa de se puder apreciar convenientemente o prazer de comer, devido a dores. Em suma, por cima é enfadonho, se for descurado pode levar a complicações.
4.3 Por trás: Ora bem , por trás é a ultima fase, mas no entanto tão digna de nota como todas as outras. Sendo aquela em que há mais dificuldade em termos de visibilidade, há quem aconselhe um espelho, para se ter consciência do estado em que está esta zona. Quanto à lavagem propriamente dita, é mais complexa do que por cima, mas não tanto como pela frente, pois não há a necessidade de utilizar tantas posições para ter o mesmo efeito. No entanto tenho que avisar que há perigos por trás, e que um deles é o excesso de vigor. Pode acontecer, quando se está entusiasmado, ou com pouco tempo, que se utilize uma força e velocidade demasiado elevada. Tal pode levar a alguma perda de controlo e a fazer com que a escova vá bater na gengiva, na parte da frente. Isto é mais fácil de acontecer quando se lava os dentes da frente, pois a escova ao vir para cima sai da zona dos dentes, e ao ir para baixo vai bater nas gengivas. Mais uma vez, juntando conhecimentos: por trás é Importante, no entanto se for feito com descuido, pode levar a lesões.
Passo 5: O 5º passo é o final. Consiste de retirar os resíduos da lavagem através do bochechamento de pequenas quantidades de água. Sobre este assunto não tem muito que se lhe diga, a não ser o ter cuidado para não desperdiçar água e o facto de por vezes ser preciso bochechar repetidamente até se eliminar todo e qualquer sabor residual, resultante da lavagem.
Está concluído. Ao fim de 3 exaustivos dias lá consegui acabar esta coisa xD
16/02/09
Adivinha
''É quente e não tem gás''
Deixo agora aos caros leitores a árdua tarefa de descobrirem em que contexto foi isto dito, ou a que é que se refere.
14/02/09
Postas de Pescada I
Óculos insufláveis.
A verdade (e qualquer pessoa que use óculos sabe isto), é que os óculos são coisas frágeis e mimosas que precisam de muito amor e carinho, caso contrario partem-se.
No meu caso, só nas ultimas duas semanas, os meus óculos partiram-se duas vezes. Uma vez a haste e a outra a ponte (aquilo no meio para não ir cada lente para seu lado). Da primeira vez, foi de graça, mas da segunda, paguei 10 € por uma porcaria de plástico com um centímetro de comprimento e poucos milímetros de largura (muito cara para algo tão pequeno). No entanto quando comprei a armação (mais uma porrada de dinheiro), a senhora da loja garantiu-me que era resistente, mesmo sendo de plastico. Não só não é resistente, com também já perdi uma pecinha, o que mostra a qualidade daquilo. Agora já sei, armações sempre em metal, podem entortar-se mas só partem no final do 1º ano de vida ou mais.
Passando à ideia brilhante: os óculos com armações insufláveis. Alem de ser muito mais cómodo para transporte (as bolsas podiam ter pouco mais do que o tamanho das lentes, porque os óculos ficam grandes e pequenos conforme a necessidade), era mais difícil parti-los. E também se podia seleccionar a dureza de acordo com o utilizador. Pessoas mais sensíveis podem preferi-los moles, enquanto outras prefiram te-los firmes e duros. É claro que é chato se alguém se senta em cima deles e os rebenta, mas pelo menos não se partem quando os estamos a limpar (os meus partiram-se nessa ocasião).
A maior desvantagem que posso ver é a possibilidade deles se furarem, nesse caso tinha que se mudar a armação toda. Se fosse um furo pequeno, embora a armação fosse ficando mais frouxa com o tempo, um par de bombadas e voltava à firmeza inicial. Mas se fosse um furo grande , ficavam frouxos para todo o sempre e tinha que se arranjar uns novos, porque as astes têm que estar duras para um bom desempenho.
Como tal, penso que se devia explorar este ramo dos óculos, tão mal aproveitado, e trazer por este meio um fim ao flagelo que são as astes partidas
*Voltando aos furos, deviam desponibilizar uma especie de viagra, para quilo ficar hirto por mais um bocado antes de morrer definitivamente, porque ter os óculos a murchar a meio de uma aula, por exemplo, fica a modos que feio.*
10/11/08
Matraquilhos.
Como todos sabem, os matraquilhos é um jogo em que temos uma carrada de homenzinhos em filas ordenadas, todos agarrados ao pau. O objectivo deste jogo é por as bolas (uma de cada vez, que é para não haver confusões) dentro do buraco. No entanto a tarefa é dificultada por uma coisa parecida com um cilindro (vulgo guarda-redes matraquilho) que insiste em manter-se mais perto perto do buraco que as bolas.
Mas, isto nem é a parte mais mais propensa a pensamentos menos puros. O pior é mesmo a forma como se manuseiam os bonecos. Basicamente pegamos no pau (onde estão todos agarrados) pela parte mais grossa e está de o empurrar pelo buraco adentro. Ou de o puxar para fora. De tanto andar co pau para lá e para cá, por vezes há problemas com a lubrificação. Quando não há um bom lubrificador num sitio próximo, há pessoas que recorrem ao lubrificador natural: saliva. Metem-se a salivar para cima do pau, e depois este desliza que é uma maravilha.
É também neste jogo que se podem ouvir algumas frazes sugestivas:
"Estás toda aberta"
"Estás com pulso muito tenso, tenta relaxar mais"
"Olha eu a dar-lhe com a cabeça"
É claro que poderia escrever muitas outras coisas. Mas não convem baixar demasiado o nivel do blog logo no 3º post.
31/10/08
O post-pos-abertura
O ministério de que eu falo (não comecem já a perverter o que eu digo) é o a da educação. Como estudante que sou, tudo o que dá na cabeça daquelas pessoas, tem consequências directas sobre a minha vida.
Começou logo mal, com aquela estapafúrdia ideia (cujo objectivo ainda não percebi muito bem) das aulas de substituição. Durante o meu 5º, 6º e talvez 7º, uma das grandes alegrias da minha vida eram os feriados. Lembro-mos dos momentos de puro delírio quando a Funcionaria vinha com um ar enfadado à porta da sala dizer:
-Meninos, têm feriado, vão para longe da sala sem fazer barulho porque há aulas ao lado.
Imediatamente após a senhora ter dito ''sem fazer barulho'', todos os alunos explodiam: ''Feriado'' e saia-mos a correr disparados em todas as direcções, exultantes de alegria. Ainda hoje por vezes visto-me de preto, de luto por essa alegria, e por todas as crianças que nunca a poderão experimentar.
Após outras peripécias (directores e coisas desse género) houve uma outra epífania de relevo: O novo regime de faltas.
Nos bons tempos do antigamente (se bem que um antigamente não muito antigo), uma pessoa podia faltar as vezes que queria, desde que tivesse uma justificação, por muito fraca que fosse, (doeu-me a barriga, senti-me mal, estou com diarreia, não consegui apanhar o autocarro etc.) não lhe acontecia nada. Apresentava-se a justificação à directora de turma e estava tudo bem.
Agora,se dermos um par de faltas e temos que fazer um teste a ver se sabemos a matéria que nunca chegámos a aprender. O que até podia fazer sentido, se só contasse para o efeito faltas consecutivas. Agora, se se falta a uma aula aqui e a outra acolá, não faz sentido pois faltar a uma aula não faz grande mossa se se tiver com alguma atenção na aula a seguir.
Mas antes disso tudo, houve uma grande, ermmm, grande ''coisa-inqualificável-pois-rebenta-com-a-escala-de-estupidez-existente-na-actualidade'', e isto sem exageros.
A inclusão de aulas de educação física na média.
Essa foi a coisa mais estúpida que já fizeram. Na minha opinião as aulas de Educação fisica nem as aulas de Filosofia deviam contar, pois são disciplinas que não vão ter qualquer utilidade na nossa vida futura, pelo menos na maioria dos casos. Eu por exemplo faço intenções de seguir algo a ver com química, e nesse curso duvido que vá ter que correr para algum lado, ou dar uma cambalhota, ou até fazer o pino.
Como tal, o meu desempenho no futuro não vai ter nada a ver como o meu desempenho a educação física. E alem disto tudo, eu sou preguiçoso, como tal esforçar-me em desporto vai contra os meus princípios (sim, eu tenho princípios). E o que acontece com educação física é o mesmo que acontece com filosofia, a segunda também duvido que vá ter alguma importância no meu futuro.
E para terminar: ITIC
Por causa de algum problema mental das pessoas que mandam, a área curricular de ''ciencias e tecnologias'', deixou de ter uma única disciplina ligada às tecnologias. E as pessoas do meu ano lixaram-se porque alguém decidiu passar a disciplina de ITIC do 9º, 10º e 11º, para o 7º, 8º e 9º, o resultado foi passar a haver gentes como eu que apenas tiveram um ano de ITIC. É claro que houve pessoas que nunca tiveram esta disciplina, no entanto, os tipos do ME podiam ter usado a cabeça de cima para pensar e ter feito as coisas de modo a que não fosse deixado o ensino desta disciplina a meio, nos caso em que foi leccionada. E nem era muito dificil, era manter a disciplina durante dois anos a ser ensinada no 10º e 11º e ficava o problema resolvido. Esta nem é uma ideia particularmente dificil de ter, mas ao que parece é pedir de mais para algumas pessoas.
E houve também os exames de matemática, mas isso nem comento, tal com o caso dos chumbos.
O moral da história: A nossa educação está a cargo de um bando de anormais, que trabalha para a fachada e pensam com a cabeça de baixo (isto os que a têm, no casos das duas ministras que tivemos, essas não pensavam de todo). Como tal avançamos para um pais medíocre, com pessoas mais pró menos inteligentes, em que os burros são levados ao colo e os que têm algo na cabeça em vez de espaço vazio são obrigados a andar ao passo dos outros, perdendo o interesse por aprender, pensar ou trabalhar. É claro que depois há crises, e os que pensam emigram para um local onde não estejam tão empenhados em manter as pessoas burras.
