18/01/11

Jantar

Sempre que tenho um teste no dia seguinte, faço questão de ter um jantar especialmente saboroso, preparado por mim. É claro que muita gente discorda da minha definição de "saboroso", até eu mesmo algumas vezes. Mas este até ficou bom, por isso vou deixar aqui a receita. É para uma pessoa, mas os cogumelos chegam para duas.

Ingredientes:
1 Banana
1 Laranja
1 Lata pequena de cogumelos(champignon)
4 Batatas (mais ou menos, dependendo que quantas se consegue comer)
2 colheres de sobremesa de quejo da serra (ou outro queijo de colher mais suave)
Cerveja
Natas
Pimenta
Oregons
Sal


Descascam-se as batatas, cortam-se às rodelas e põem-se a fritar.

Numa frigideira aquece-se um pouco de óleo (mesmo pouco, para os cogumelos não ficarem todos oleosos), e despejam-se os cogumelos lá para dentro. Tempera-se com pimenta, oregons e sal a gosto (atenção - uma lata de cogumelos é uma quantidade pequena, por isso cuidado para não os salgar). Deixa-se fritar um pouco. Adiciona-se cerveja suficiente para quase cobrir os cogumelos, e deixa-se em lume brando (ou médio se se estiver sem paciência)até quase toda a cerveja evaporar. Corta-se aproximadamente 1/4 de uma banana média, corta-se a banana duas vezes longitudinalmente, e mais duas vezes transversalmente, para se obterem 12 pedaços mais pequenos. Juntam-se os pedaços de banana aos cogumelos, e meio pacote de natas (eu usei um pacote inteiro, mas meio deve chegar). Deixa-se em lume brando, até as natas ficarem espessas. A banana vai dar um sabor adocicado ao molho e aos cogumelos. Quanto mais tempo tiverem os cogumelos ao lume depois deste passo, mais doces vão ficar, por isso vão provando o molho, e apaguem quando acharem que está bom. Da primeira que me meti a inventar deixei o molho a apurar muito tempo e os cogumelos ficaram tão doces que estavam praticamente intragáveis.

Enquanto o molho apura, descasca-se a laranja e corta-se às rodelas (espessura aproximada de um dedo). Depois, divide-se os gomos das rodelas, que dá mais jeito para comer.

No final quando estiver tudo pronto, servir num prato, com duas colheres do queijo.

Eu aconselho a comer os diversos ingredientes por esta ordem: laranja, cogumelos, batatas, queijo. Os sabores assim complementam-se.

Sugestões:

Pode adicionar-se às batatas alecrim na fritura, para dar um sabor diferente às batatas.

11/01/11

Uma reflexão filosófica muito profunda

As máscaras.

Se notarem bem, dependendo das companhias as pessoas tendem a mudar - é normal, as pressões sociais mudam, as pessoas ajustam-se a essa mudança. Para cada grupo põem uma máscara diferente, deixando apenas à vista parte de si, uma parte que se adapte ao meio, que não seja destoante. Fazem-no para se sentirem protegidas, para serem aceites, por uma quantidade de razões. E as máscaras servem esse propósito. Graças a elas somos aceites, conhecemos pessoas, e a nossa essência é protegida do cruel mundo que nos rodeia.

Mas a máscara apenas deixa passar uma fracção de nós. Por trás dela está uma pessoa completa, um ser muito maior do que a máscara deixa antever. Quando se chega a um local novo, levamos quase sempre posta uma máscara grossa, que nos permita avaliar, sem nos expormos em demasia. Depois, à medida que ganhamos confiança a ela vai descaindo, vão-se soltando fragmentos, e expomos uma parte cada vez maior da nossa essência ao mundo, com esperança que essa parte seja aceite, para que possamos largar a máscara e passar a sermos nós mesmos. Mas isso nem sempre acontece, por isso voltamos a pegar naquele bocadinho e a cola-lo, e não se fala mais no assunto. A cobertura não é completa, claro. Mas ao menos aquele ponto fraco está escondido e não é ostensivamente exibido.

Adaptamos-nos, vê-mos o que podemos deixar à mostra, e o que tem que permanecer escondido. Deixamos partes de nós passar, e mantemos outras fechadas cá dentro. Por vezes o medo impede-nos de expor mais um bocadinho, que talvez até fosse aceite, mas o receio da exclusão obriga essa parte a manter-se atrás da mascara.

E é o medo que pode transformar a máscara em algo monstruoso. Quando o medo da rejeição começa a falar mais alto, a máscara torna-se possessiva, começa a sussurrar-nos ao ouvido, a diz-nos para não fazermos, para não dizermos, para não sermos. E ai começa o descalabro. Começamos a tomar atitudes que não são nossas, a deixar-mo-nos ir com a corrente, e tudo isto porque por causa do medo agora é a máscara que nos usa, e não o contrário. E quando todos somos máscaras, todos somos iguais, seguimos na corrente, sem originalidade, sem pensamentos próprios, formando uma massa anónima.

Deixamos de ser únicos para sermos apenas mais um.

E com isto, o ser que está atrás da máscara encolhe-se, apaga-se, e começa a morrer. Quando nos escondemos e nunca nos deixamos respirar e vir à superfície, quando nos abafamos constantemente por de trás de uma máscara opressiva, vamos morrendo aos pouco. É vital que isso não aconteça, que nos mantenhamos mais fortes do que a máscara, que a usemos, como um utensílio útil, sim, mas como algo te tem eventualmente de ser descartado. Quantas vezes no seio de um grupo nos sentimos sozinhos, sem ninguém com que nos identifiquemos, e no entanto continuamos lá, apenas por comodismo? Por vezes não temos escolha; uma turma, uma equipa, uma casa. E, como não nos identificamos apenas mostramos a nossa máscara ao grupo, não mostramos o nosso eu. E se estamos escondidos, como podemos esperar que os outros nos vejam? O que nos garante que o meu próximo lá no fundo não é igual a mim, que temos mais em comum do que pensamos, e que apenas por usar-mos uma máscara não o sabemos? Quantas vezes acontece, conhecemos uma pessoa à anos, e de repente descobrimos que ela até gosta de, sei lá, ir à praia de inverno ver o mar revoltoso, como nós, e apenas por estarmos escondidos acobardados por detrás de um rosto que não é o nosso descobrimos isso mais cedo? Que como essa partilhamos tantas outras coisas, que podiam ter dado numa grande amizade, ou pelo menos em algo mais do que o bom dia/boa tarde que a educação exige?

E é ai que a amizade entra. Quando descobrimos pontos em comum, ou mesmo uma personalidade que nos agrada, vamos deixando cair a máscara, bocados cada vez maiores, libertando-nos do seu sufoco e do seu peso. Um amigo é alguém que nos aceita, que nos deixa ser quem nós somos, que nos faz sentir que não estamos sós no mundo. É alguém que podemos contar, que sabemos que está lá para o que der e vier. Mas para se chegar até ai tem que se fazer um esforço, tem que se deixar cair a máscara, temos que nos expor. A amizade floresce entre pessoas, não entre máscaras, e é por isso que apenas quando pomos estas de lado conseguimos alcançar o próximo, e formar laços com ele.

E isto já está enorme, e já não é cedo. Talvez um dia escreva o resto deste texto. Que raio de coisa mais deprimente --'. Bah, e uma gota de pervismo, fetiches há muitos, e o das máscaras nem sequer é especialmente original.

Céus, que isto está mesmo pelas ruas da amargura, nem a perversidade me salva.

12/11/10

Corações de atum

Estou com falta de inspiração um dia venho aqui dizer qualquer coisa. Quase de certeza que não é nada de jeito, mas pronto. Já agora, ninguém me quer oferecer o album "corações de atum", da autoria de Lello Minsk & Shegundo Galarza? Já agora, aqui fica um verso deles:

"Se bates com a carola na parede
por uma mulher;
Não partas mais a tola,
Mata a sede com outra qualquer".

Poético não é?

E já agora, uma outra musica, mas que tem um sonzito melhor:

10/01/10

De volta

Tudo segue um ciclo, o sol nasce, põe-se e volta a nascer. O ano acaba e começa outra vez. O zé acorda, vira-se para o lado e adormece outra vez. Também este blog segue ciclos, se bem que totalmente erráticos. E agora é a altura em que ele acorda, antes de se virar para o outro lado, e voltar a adormecer.

Antes de mais bom 2010 para todos, os meus votos incluíram estudar mais (umas 5 passas para este), ser boa pessoa, entre outras coisas.

Mas o motivo por detrás da re-abertura do blog, foi um acontecimento épico, algo que ficara marcados nos anais da história (quem sabe, talvez esse anais sejam visitados por uma certa múmia), algo que vai abalou a história, e me fez contorcer de riso. Esse grande acontecimento não é nada mais, nada menos do que o lançamento do novo album dos Massacration, de nome Good Blood HeadBanguers. Mas, palavras para que? Aqui vai, um dos clipes:
(Aviso: pode conter imagens chocantes; não se esqueçam de activar as legendas no canto inferior direito)






E a pergunta do dia:

Um analista é uma pessoa que analisa o que?

16/09/09

Equitação

Equitação, a nobre arte de montar, é praticada desde antes do meu nascimento. Como coisa antiga, mas potencialmente interessante chamou-me a atenção, de modo que, durante um ano e pouco estive montado em todo o tipo de equídeos. e porque estou com vontade, hoje venho partilhar conhecimentos sobre com se monta.

Quando montamos, a primeira coisa é ter o equipamento adequado. o mais importante é sem duvida proteger a cabeça, para isso dispomos do "toque", "toque" é o nome que se dá áquilo a que vulgarmente chamamos de capacete. Alem do toque, tamobé é suposto usar-se umas calças justas e umas botas de cano alto. Opcionalmente podemos usar esporas ou esporins nos calcanhares . Estes servem para dar ânimo ao
à montada, pois o contacto da espora nesta tem um efeito revitalizante.

Agora que já temos o equipamento completo (não foi referido, mas também convém vestir uma camisola) temos que montar o animal. Antes de se montar, o passo óbvio é escolher a montada. Existem cavalos de diferentes tipos, brancos, pretos, malhados, doirados, grandes, pequenos, etc. Já tive experiência com diferentes montadas, tive uma que insistia em parar para petiscar qualquer coisa em pleno acto, tive uma que qualquer movimento mais brusco o assustava, entre outros.

Depois de escolher-mos o equideo, temos que tratar de o equipar para ser montado. Isso não pode ser feito de qualquer maneira. Primeiro vem a boca, na qual se têm que por os dedos para que o freio entre, depois pomos-lhe a sela (a não ser que se escolha montar em pelo, modalidade da qual sou adepto), eventualmente o cavalo também pode precisar de protecções adicionais para os boletos ( o artelho do cavalo se não me engano).

Após estarmos prontos e também termos a nossa montada pronta para ser cavalgada, chega o aguardado momento para a montar. Os mais pequenos podem precisar de ajuda de terceiros para montar com sucesso, enquanto que as pessoas normais o conseguem sem ajuda, basicamente é por uma perna de cada lado e ajustarmos-nos ao corpo do bicho é já estamos. Uma informação adicional, a monta pode ser feita de duas maneiras, normal (para os iniciantes, pois é utilizada uma sela), ou em pelo ( sem nada entre nos e o bicho, a não ser umas calças justas e roupa interior).

Armados de todos estes conhecimentos, e estando inclusivamente montados no garboso animal, ousamos pormo-nos em movimento. Cavalga-se em três diferentes andamentos:

Passo: O mais lento, tanto o cavalgador como a cavalgadura são supostos aguenta-lo durante um tempo indefinido. É o andamento em que se é iniciado, é o básico dos básicos, nele o acto de montar é quase passivo, sendo que apenas temos que orientar a direcção em que queremos seguir.

Trote: Aqui a velocidade é mediana, e para ser feito com sucesso devemos conjugar-mo-nos com o cavalo, de modo a produzir-mos pequenos movimentos de salto. Embora no principio possa originar dores na zona anal, devido aos embates com o material duro da sela, ou caso estejamos a montar em pelo, repetido bater contra a espinha do animal. No entanto é muito importante deixar-mo-nos ir, caso contrario arriscamos-nos a uma bonita queda. Quando dominado é possível ficar quase tanto tempo em trote como como em passo, sendo que assim se tem mais gozo do que no vagaroso passo, e embora possa deixar marca é muito mais satisfatório.


Galope: O mais excitantes do estado, no galope a velocidade é tal que o vento a assobia aos nossos ouvidos, a nossa visão desfoca-se, e somos sacudidos violentamente de encontro ao garrote ou à maçaneta da sela com o entre-pernas. É verdade. Devido aos movimentos da nossa montada, somo impelidos a fazer movimentos de avanço-recuo-o na sela, e como tal somos violentamente impelidos contra o pedaço mais levantado da sela, o que não é propriamente agradável. Isto pode também ser derivado da minha falta de jeito/prática a montar. No entanto, compensa. A velocidade extra faz a adrenalina correr, e embora esta dê prazer ás duas partes, a ela também diminui o tempo que aguentamos montados, sendo que se tem que fazer pausas para ir a passo ou a trote.

Este é todod o conhecimento que tenho para vos transmitir, espero que tenham desfrutado desta mini-aula, e que a partir de hoje montem com muito mais satisfação.

02/09/09

Taizé

Voltei à uns dias de Taizé, e estou como sempre, positivamente surpreendido.

Antes de chegar-mos a Taizé tivemos direito à maravilhosa viagem de 20 e poucas horas de autocarro. A viagem foi feita a cantar, ver filmes e a dormir. Chegámos a Taizé bastante antes de hora de almoço, como tal tivemos tempo de apresentar as redondezas ás pessoas que tinham acabado de chegar.

Visto que a semana já foi à algum tempo, não me lembro de mais sem um grande esforço.

Os pontos a destacar são: a washing up team rula, se levar-mos dois pães para o lago com a intenção de os mandar aos patos, as pessoas ficam a olhar para nos com ar de quem pensa se a nossa sanidade mental é suficiente para sair-mos às ruas, as pessoas dos Parceiros são todas umas fixes, as pessoas que não são dos parceiros também são fixes, Taizé aumenta grandemente a fixesa das pessoas, a Xau-Ho é a maior e viciada em sardinhas, os tempos de silencio, as orações e tudo mais deixam-nos com uma sensação indescritível, as vacas são um péssimo despertador, ao que parece mesmo na Alemanha à pessoas a dizerem que o lenço dos escuteiros é gay, o jiu-jitso é gay mas funciona, a comida de Taizé é extremamente comestível, mas pouco agradável de comer, existem mesmo pessoas a gostar de cus-cus, existem mesmo pessoas a não gostar de Taizé (com é que é possivel?), as manhãs eram frias, os estendais á chuva não ajudam a roupa a secar, as trovoadas francesas são mais bonitas que as portuguesas, é extremamente libertador poder comentar tudo e mais alguma coisa sem que ninguém nos perceba, o robocop afinal é loiro, fiquei a a deitar sardinhas pelos ouvidos, "ao som do ye-ye-ye" , "alabu-chicabu" , o gamão é um jogo altamente interessante, o Fabio tem mais sorte do que devia ser permitido aos seres humanos normais, este ano Taizé acabou por ser uma experiência menos pessoal, fiquei com dor de joelhos, agora podia dizer barbaridades que já ninguém está a ler isto, a oração das velas foi muito bonita, para o ano volto lá por duas semanas, quero ir ao encontro do Porto, quero ir ao encontro de Poznan, a viagem de autocarro foi bastante suportavel, já não me apetece escrever mais, se alguem ler isto até ao fim, comente.

30/07/09

Acampamento

Estive em dois acampamentos, com muito pouco tempo de intervalo entre eles, como tal, vou por todas as maravilhosas frases que ouvi num unico post:

Acampamneto de S. pedro:

"Alexandre, vê lá não te sentes em cima do chouriço"
"Não vou comer o chouriço do Mário"

Acagrup:

"Não nos viste a montar coisas quando chegámos?"
"Ines não faças festinhas ao pau"
"Chamas a isto um bico?"
"Eu bicos só com a machada"


Quer dizer, deve ter havido muitas mais, mas eu só em lembro destas...